Sérgio Conceição falou do trabalho que tem vindo a desenvolver com os jogadores da formação e que têm vindo progressivamente a afirmar-se na equipa principal do FC Porto.

«Esse é o nosso trabalho, não só com jogadores da formação, mas com todos – potenciar a capacidade de cada um deles. Sinto-me orgulhoso de ter jogadores que atingem patamares elevados. A equipa, e o clube também, ganham com isso porque são jovens de qualidade. É a minha obrigação e dever fazê-los crescer. Não só no campo, mas também fora dele. Não é fácil acompanhar e incutir o que é mais importante porque, hoje, o jogador jovem é um pouco menos focado no geral do que era há uns anos. Esse trabalho não é fácil, mas faz parte do trabalho da equipa técnica que acompanha vida profissional dos jogadores também fora do treino. Quando os vemos ganhar essa atitude e comportamento, não só nos treinos, o que faz antes e depois, esse trabalho invisível da vida lá fora… Quando consigo incutir esses princípios fundamentais para ter sucesso, fico orgulhoso», disse o treinador dos dragões em conferência de imprensa.

Fábio Vieira é um dos exemplos dessa afirmação. Questionado sobre a melhor posição para o jovem médio, de 21 anos, Sérgio Conceição explicou: «Quando jogamos em 4x4x2, Fábio Vieira vem para o seu espaço que é o corredor central, mas tem qualidade para jogar nas linhas. Em qualquer uma destas posições ele consegue interpretar bem o que pedimos de acordo com a estratégia que definimos para o jogo. Do meio-campo para a frente, como médio-ofensivo ou ala, pode jogar em qualquer posição e dar uma boa resposta.»

Perguntado se, face às opções válidas que tem nos atletas da formação, terá o plantel mais equilibrado desde que assumiu o comando técnico do FC Porto, Sérgio Conceição sorriu: «Depende da forma como cada um vê as coisas. Quando cheguei, o FC Porto teve um ano difícil. Não fizemos contratações – Vaná já estava contratado quando assinei -, mas tínhamos Casillas, Maxi Pereira, Brahimi, Aboubakar, e outros, que se vieram a confirmar como referências no futebol europeu.»

«Ter mais opções depende da resposta dos jogadores. Fico contente e sinto-me um privilegiado ao ver segunda parte (do jogo com o Moreirense), na primeira não foi bem assim. Tem a ver com essa visão sobre o plantel. Sempre tivemos planteis equilibrados, com mais soluções num ou outro sector, mas tivemos sempre planteis que podem dar boa resposta», rematou.

«Atualmente, o jogador jovem é menos focado»
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