O inglês David Gilbert, de 40 anos, 23.º da hierarquia e profissional desde 2001, tornou-se na noite de sexta-feira, dia 13 do corrente mês, o 68.º jogador a vencer uma prova de ‘ranking’ da World Snooker, ao cabo de 20 anos no circuito, ao bater o norte-irlandês Mark Allen, de 35 anos, 12.º da tabela mundial, por 3-1, na final da primeira prova da época 2021/22, a Championship League, disputada na Morningside Arena, em Leicester (Inglaterra).

Gilbert sucede ao compatriota Kyren Wilson como campeão do torneio, o primeiro da nova temporada, e amealhou 33 mil libras (38.500 euros) – de um total de 528 mil libras de ‘prize money’ total do torneio (552.500 euros)) – por quebrar, enfim, o enguiço e vencer uma prova, após quatro finais perdidas. 20 anos após as primeiras tacadas no ‘main tour’, a hora do agricultor (‘Angry Farmer’, é a alcunha) chegou.

David Gilbert sucumbira nas finais do International Championship de 2015, em Daqing (China) por 5-10 ante o escocês John Higgins (5-10), de novo no país do oriente… mas em Yushan, no World Open de 2018 para o galês Mark Williams (9-10), a que juntou mais dois duelos decisivos perdidos em 2019: em Berlim, não resistiu a Kyren Wilson na final do German Masters (7-9), e nesse mesmo ano Mark Selby não lhe deu chances na final do English Open: 1-9.

«Nem sei o que dizer, tão habituado estou ao discurso de perdedor. É fantástico por fim vencer uma prova, depois de uma última época, em 2020/21, tão dura para mim. Começar a nova época a ganhar, por fim, um torneio, é brilhante», afirmou após o 253.º e último jogo da Championship League 2021, um David Gilbert, que já se destacara de forma sensacional no Mundial-2019, onde só um experiente John Higgins o bateu na ‘negra’ das ‘meias’ (16-17).

British Open segunda-feira: Selby ‘vs’ Murphy reeditam final do Mundial logo na 1.ª ronda

A temporada 2021/22 da World Snooker irá continuar já na segunda-feira, dia 16 do corrente mês, no mesmo palco – Morningside Arena, em Leicester -, com a segunda prova: o British Open (Open de Inglaterra), a decorrer até dia 22 do corrente mês.

Ganha pelo escocês John Higgins em 2020/21, o Open de Inglaterra pontua para o ‘ranking’ e distribui 470 mil libras (552.500 euros) em prémios, das quais 100 mil libras (117.500 euros) ao vencedor.

Nos jogos-cartaz da 1.ª ronda, o número um mundial, Judd Trump (campeão mundial 2018), enfrenta o compatriota inglês Mitchell Mann. Já Kyren Wilson medirá forças com Ashley Hugill, enquanto o galês Mark Williams – tricampeão mundial (2000, 2003 e 2018) tem Tian Pengfei por rival. Alexander Ursenbacher, o suíço lusodescendente (filho de mãe madeirense) defronta o escocês John Higgins, tetarcampeão mundial (1998, 2007, 2009 e 2011) e vencedor da anterior edição do British Open.

Do cardápio da ronda inaugural destaca-se ainda o brasileiro Igor Figueiredo, que defrontará o chinês Lu Ning, enquanto David Gilbert volta à ação na Morningside Arena ante o galês Matthew Stevens.

O inglês Mark Selby, campeão mundial – e já ‘tetra’ (2014, 2016, 2017 e 2021) – viu o sorteio caprichar em colocá-lo frente ao compatriota Shaun Murphy, campeão mundial em 2015… e finalista vencido por Selby no Mundial, em maio (15-18).

Selby-Murphy, o grande jogo da ronda inaugural – de um torneio em que outra das estrelas maiores desta variante do bilhar, o inglês Ronnie O’Sullivan, hexacampeão mundial (2001, 2004, 2008, 2012, 2013 e 2020) declinou participar – será terça-feira, dia 17 (19 horas, a mesma de Portugal continental) e repete os protagonistas da final do Campeonato do Mundo: o ‘Tubarão’ (Selby) e o ‘Mágico’ (Murphy).

A diferença é que, agora, será à melhor de apenas cinco ‘frames’ (parciais), formato do British Open até aos oitavos de final: ganha o primeiro a chegar aos três (de 3-0 a possíveis 3-2), e não até um vencer 18, como no Mundial, no Crucible, em maio.

Só os quartos de final e ‘meias’ em Leicester serão jogados à melhor de sete – até um ganhar quatro (de 4-0 a possíveis 4-3) -, enquanto o sucessor de John Higgins como campeão do torneio terá de vencer, na final, jogada à melhor de 11 ‘frames’, seis partidas (de 6-0 a possíveis 6-5).

Gilbert quebra enguiço na Championship League
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